
sexta-feira, 30 de maio de 2008
2. (Gregor Mendel) A figura abaixo ilustra um sistema constituído de placas paralelas infinitas e separadas por uma distância D, submetido a uma diferença de potencial V.

a) Um elétron de massa M e carga Q é abandonado no ponto A. Expresse a velocidade v com que o elétron atingirá a placa positiva, em termos de grandezas mencionadas acima, desprezando-se interações gravitacionais.
b) Se o elétron tivesse sido lançado do ponto B, eqüidistante das placas, com velocidade paralela a estas, em quanto tempo, a partir do lançamento atingiria a placa positiva? Expresse sua resposta, em termos das grandezas mencionadas acima, desprezando interações gravitacionais.
Geografia no meu blog
Projeto de ensino de geografia - Demétrio Magnoli e Regina Araújo
Introdução
Há poucos meses, George Bush adotou um pacote de medidas protecionistas destinadas a defender as indústrias siderúrgicas dos Estados Unidos da competição estrangeira. O pacote de Bush deflagrou uma "guerra do aço", gerando retaliações da União Européia e protestos dos países subdesenvolvidos - inclusive do Brasil. A "guerra do aço" é um sintoma das profundas transformações provocadas pela globalização sobre a siderurgia e outras indústrias tradicionais. Uma matéria, publicada em Mundo - Geografia e Política Internacional, na sua edição de maio de 2002, examina os sentidos da "guerra do aço", relacionando-os às tendências globais de recolocalização industrial.
A siderurgia no alto-forno da globalização
Os Estados Unidos são, de longe, o maiores importadores de aço do mundo. Mas, no início de março, a administração Bush estabeleceu um sistema que limita e regulamenta rigidamente as importações siderúrgicas. O pacote protecionista está estruturado sobre cotas e tarifas. Cada país só pode exportar uma cota definida de cada tipo de produto siderúrgico para o mercado americano. E os produtos exportados são onerados por tarifas variáveis que chegam a 30%, no caso dos aços planos.George Bush apresentou-se, na campanha eleitoral, como defensor inflexível do livre comércio. Essa imagem já tinha sido seriamente arranhada pelo conteúdo restritivo da Trade Promotion Authority (TPA), negociada entre o presidente e o Congresso. A TPA é a lei que autoriza o presidente a firmar acordos comerciais, como o da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).De acordo com ela, a Alca só poderá existir se não mexer no arsenal de medidas protecionistas unilaterais dos Estados Unidos e nos generosos subsídios concedidos a seus agricultores. As restrições ao livre comércio são tantas que os cínicos preferem denominá-la "Trade Prevention Authority".O pacote siderúrgico demoliu a retórica do livre comércio da Casa Branca. Parceiros comerciais americanos não esconderam a indignação. O Japão e a Coréia do Sul, grandes exportadores de aço, apresentaram queixas junto à Organização Mundial de Comércio (OMC). A Rússia, maior exportador mundial, que ainda não faz parte da OMC, tenta reagir a prejuízos de até 400 milhões de dólares anuais, bloqueando, sob esfarrapadas alegações sanitárias, as importações de frango americano.Mas, o eixo da "guerra do aço" encontra-se na reação européia. A União Européia (UE), abriu processo contra o pacote americano na OMC e, quase simultaneamente, estabeleceu o seu próprio pacote protecionista, definindo cotas e sobretaxas que ficarão em vigor por um mínimo de seis meses.
A siderurgia relocalizada
A "guerra do aço" é um fruto das tendências de relocalização industrial impulsionadas pela globalização. Nas últimas décadas, a estrutura industrial dos países desenvolvidos foi profundamente transformada pela revolução tecnocientífica. Os investimentos concentraram-se nas indústrias de alta tecnologia - como as de informática, telecomunicações, aeronáutica e biotecnologia. Enquanto isso, as indústrias tradicionais - baseadas no uso intensivo de matérias-primas, energia e mão-de-obra - perdiam espaço para concorrentes asiáticos.A produção mundial de aço cresceu vertiginosamente ao longo do séc. XX, mas entrou em estagnação há mais de uma década. Em 1989, o total global atingiu 786 milhões de toneladas métricas. Hoje, permanece mais ou menos no mesmo patamar. A estagnação reflete a reorientação industrial promovida pela revolução tecnocientífica. Entretanto, a distribuição da produção siderúrgica conheceu mudanças substanciais. Os países desenvolvidos, de modo geral, perderam participação na produção global, assim como a Rússia e a Ucrânia, que sofreram as conseqüências econômicas devastadoras do colapso da União Soviética. Por outro lado, a produção de países subdesenvolvidos asiáticos - China, Coréia do Sul e Índia - experimentou forte incremento. O maior salto foi o da China, que ultrapassou o Japão e os Estados Unidos e se tornou, de longe, o maior produtor mundial.Nos países desenvolvidos, a siderurgia integrada tradicional, que transforma o minério de ferro em gigantescos fornos, perdeu competitividade em função dos altos custos de produção. Na Europa e, num ritmo mais lento, nos Estados Unidos as empresas ingressaram em processos de fusão e consolidação. Ao mesmo tempo, as siderúrgicas integradas estão sendo fechadas e substituídas por minissiderúrgicas que derretem sucata de aço. A força de trabalho empregada foi reduzida drasticamente. Em 1974, os países da atual UE, os Estados Unidos e o Japão tinham, em conjunto, quase 2 milhões de trabalhadores siderúrgicos. Em 1990, o total tinha se reduzido para menos de um milhão. Atualmente, gira em torno de 600 mil.A siderurgia integrada está se tornando uma especialidade de um grupo de países subdesenvolvidos industrializados - China, Coréia do Sul, Brasil e Índia. Nesses países, os custos de produção mais baixos garantem a eficiência e a competitividade. Mas, a modernização tecnológica também faz a sua parte: no Brasil, a siderurgia emprega cerca de 63 mil trabalhadores, praticamente a metade dos 115 mil de 1990. A relocalização global da siderurgia só não ocorre mais rapidamente ainda em função do protecionismo, praticado pelos países desenvolvidos. Nesse item, os campeões são os Estados Unidos. Desde a década de 80, Washington impõe restrições "voluntárias" às exportações siderúrgicas de seus parceiros comerciais. Roberto Gianetti da Fonseca, secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (Cacex), avalia que o Brasil "poderia estar produzindo o dobro ou triplo do aço que produz hoje" se não houvesse aceitado as tais restrições. A siderurgia participa de um quadro mais amplo de reconversão econômica global, que gera uma nova divisão internacional do trabalho. Os países desenvolvidos especializam-se nas indústrias da revolução tecnocientífica. E os países subdesenvolvidos industrializados, nas indústrias oriundas de ciclos de inovação anteriores.Os Estados Unidos e a União Européia têm definido as suas políticas comerciais no contexto da reconversão econômica global. De um lado, forçam a eliminação de barreiras para os produtos de alta tecnologia. De outro, erguem muralhas de cotas e tarifas para produtos das indústrias tradicionais, a fim de proteger as empresas domésticas e, em certos casos, os resquícios de uma classe operária em vias de extinção.Proteção de mercado, quando o que está em jogo são os produtos dos outros. Livre comércio? Isso é para os meus produtos.
O protecionismo de BushGeorge Bush enfrenta um duro teste em sua reivindicação de ser um presidente defensor do livre comércio. Antes de 6 de março, ele deve decidir se impõe tarifas sobre as importações de aço a fim de proteger a combalida indústria doméstica. (...) Isso seria desastroso. Iria estraçalhar as relações com parceiros comerciais no mundo inteiro, do Cazaquistão à Coréia do Sul. As relações comerciais transatlânticas, que são cruciais para o lançamento da rodada comercial de Doha, sofreriam estrago considerável. (...) Se tudo isso não é suficiente, tarifas sobre o aço também prejudicariam a economia americana (...). Os Estados Unidos consomem mais aço do que produzem: os consumidores sofreriam muito mais com as tarifas do que os produtores seriam beneficiados. Essa foi a posição da revista The Economist, em editorial publicado na sua edição de 2 de março, diante do dilema enfrentado pela administração Bush. A Economist é o órgão mais influente do pensamento liberal e, coerentemente, uma defensora radical da globalização econômica. Seus argumentos não foram ouvidos por Bush. Na edição seguinte, um editorial trazia o título: "George Bush, protecionista".Por que Bush deflagrou a "guerra do aço", colocando em risco importantes relações comerciais americanas e a própria rodada de negociações da OMC anunciada em Doha? Se os Estados Unidos são grandes importadores de produtos siderúrgicos, que servem como insumo para diversas indústrias nacionais, por que reduzir a eficiência de todas essas indústrias? Qual é o sentido de impor custos mais altos às indústrias nacionais, inclusive a indústrias exportadoras, e aos consumidores americanos em geral? Afinal, quais interesses estão por trás do pacote protecionista de cotas e tarifas decidido pela Casa Branca? Uma parte da resposta encontra-se na já conhecida tendência de Bush de atender aos "interesses especiais" de grupos empresariais influentes. A falência fraudulenta da Enron, uma corporação gigantesca do setor energético, trouxe à tona as relações escandalosas da administração, conduzidas pelo vice-presidente Dick Cheney, com as empresas petrolíferas e termoelétricas - que estão sendo beneficiadas por um generoso pacote de subsídios. Depois dos atentados de 11 de setembro, as companhias de aviação foram salvas da bancarrota por uma torrente de recursos públicos - e mesmo assim fizeram cortes radicais de empregos. Mas, as empresas siderúrgicas não têm, atualmente, grande influência política. Os seus "interesses especiais" não compensam, mesmo aos olhos de Bush, os danos políticos e econômicos produzidos pelo pacote protecionista. A parte mais importante da resposta encontra-se em outro lugar: o pacote de Bush destina-se a salvar uns poucos empregos, de alto valor simbólico, na indústria siderúrgica.A globalização e a revolução tecnocientífica têm impacto profundo sobre as estruturas econômicas e de emprego, em escala mundial. De um ponto de vista relativo, os empregos industriais estão sendo transferidos dos países desenvolvidos para um grupo de países subdesenvolvidos da Ásia. Nos Estados Unidos, a participação da indústria na oferta de empregos teve redução de cerca de 1/3 em menos de três décadas. A Alemanha e a Itália, como os demais países da Europa ocidental, conheceram reduções também significativas. Até mesmo o Japão, o "país-fábrica", experimentou alguma retração no emprego industrial. A imensa maioria dos empregos eliminados pela automação e pela relocalização industrial são de operários de indústrias tradicionais.As indústrias que dependem da utilização intensiva de mão-de-obra estão em declínio acelerado nos países desenvolvidos. Também declinam na Rússia e nos países da CEI. Na antiga União Soviética, a indústria pesada tradicional representou o eixo do crescimento econômico socialista e chegou a empregar uma parcela imensa da população ativa. Mas, as reformas econômicas liberalizantes tiveram impacto devastador sobre fábricas assentadas em tecnologias antiquadas. O emprego industrial apresenta estagnação relativa em países em que a arrancada industrial começou há mais de meio século, como o México e o Brasil. Mas, tendo em conta o rápido crescimento da população ativa, esses países experimentam aumento do emprego no Setor Secundário, em termos absolutos. Nada, contudo, que se pareça com o que acontece na Ásia oriental e meridional, onde as indústrias de trabalho intensivo beneficiam-se de baixos custos da mão-de-obra. Na Indonésia, os empregos industriais eram cerca de 4,5 milhões há trinta anos. Hoje, são 16,5 milhões. Na China, passaram de 27 milhões para 150 milhões!Os Estados Unidos não enfrentam crise de desemprego. Estruturalmente, os empregos industriais eliminados são substituídos por empregos no comércio e nos serviços. Conjunturalmente, mesmo com a recessão, as taxas de desemprego giram em torno de 6%. Mas a siderurgia é um caso especial, em função do seu valor simbólico.A indústria siderúrgica está associada à noção de poder. O aço serve para fazer blindados e grandes estruturas de engenharia. As torres do World Trade Center estavam sustentadas por colunas de aço. Os operários da siderurgia simbolizam, desde o séc. XIX, a classe trabalhadora. O seu desaparecimento tem repercussões imaginárias e emocionais profundas.Na campanha eleitoral, Bush cercou-se de operários siderúrgicos da Pensilvânia, num cenário de minas de carvão e altos-fornos, e prometeu defender os seus empregos. Com esse gesto, procurava roubar os votos dos trabalhadores industriais sindicalizados que, tradicionalmente, fluem para o Partido Democrata. Mas, sobretudo, o gesto de Bush tentava associar a sua imagem à da "nação profunda", que não vive em Nova York ou Boston.Os operários filmados e fotografados ao lado do então candidato a presidente são um resquício da outrora numerosa categoria dos trabalhadores siderúrgicos. O pacote protecionista não evitará que, em alguns anos, quase todos também desapareçam, tragados pela globalização econômica. No máximo, retardará só um pouco o desenlace inevitável. Mas serve para o populismo republicano que busca a união nacional em torno da "guerra contra o terror".
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Física
a) 16. b) 12. c) 8. d) 4. e) 2.
2. (PUC-MG) A medida da espessura de uma folha de papel, realizada com um micrômetro, é de 0,0107 cm. O número de algarismos significativos dessa medida é igual a:
a) 2. b) 3. c) 4. d) 5.
3. (Unifesp-SP) Na medida de temperatura de uma pessoa por meio de um termômetro clínico, observou-se que o nível de mercúrio estacionou na região entre 38 ºC e 39 ºC da escala, como está ilustrado na figura. Após a leitura da temperatura, o médico necessita do valor transformado para uma nova escala, definida por tx = 2tc/3 e em unidades ºX, onde tc é a temperatura na escala Celsius. Lembrando de seus conhecimentos sobre algarismos significativos, ele conclui que o valor mais apropriado para a temperatura tx é:

a) 25,7 ºX.b) 25,7667 ºX. c) 25,766 ºX.d) 25,77 ºX.e) 26 ºX.
4. (Cesgranrio-RJ) Um estudante, tendo medido o corredor de sua casa, encontrou os seguintes valores:Comprimento: 5,7 m Largura: 1,25 m
Desejando determinar a área deste corredor com a maior precisão possível, o estudante multiplica os dois valores anteriores e registra o resultado com o número correto de algarismos, isto é, somente com os algarismos que sejam significativos. Assim fazendo, ele deve escrever:
a) 7,125 m2. b) 7,12 m2. c) 7,13 m2. d) 7,1 m2. e) 7 m2.
5. (PUC-MG) Um estudante concluiu, após realizar a medida necessária, que o volume de um dado é 1,36 cm3. Levando-se em conta os algarismos significativos, o volume total de cinco dados idênticos ao primeiro será corretamente expresso pela alternativa:
a) 6,8 cm3. b) 7 cm3. c) 6,80 cm3. d) 6,800 cm3. e) 7,00 cm3.
6. (PUC-MG) Um carro fez uma viagem em linha reta em três etapas. Com a ajuda de um sistema de localização por satélite (GPS), foi possível calcular a distância percorrida em cada etapa, mas com diferentes precisões. Na primeira etapa, a distância percorrida foi 1,25.103 km, na segunda, 81,0 km, e na terceira, 1,0893.103 km. A distância total percorrida, respeitando-se os algarismos significativos, é:
a) 3,149.103 km.b) 3,15.103 km.c) 3,1.103 km.d) 3.103 km.
7. (UFU-MG) A ordem de grandeza em segundos, em um período correspondente a um mês, é:a) 10. b) 103. c) 106. d) 109. e) 1012.
8. (Unirio-RJ) "Um dia eu vi uma moça nuinha no banhoFiquei parado o coração batendoEla se riuFoi o meu primeiro alumbramento." (Manuel Bandeira)A ordem de grandeza do número de batidas que o coração humano dá em um minuto de alumbramento como este é:
a) 101. b) 102. c) 100. d) 103. e) 104.
9. (UF Juiz de Fora-MG) Supondo-se que um grão de feijão ocupe o espaço equivalente a um paralelepípedo de arestas 0,5 cm . 0,5 cm . 1,0 cm, qual das alternativas abaixo melhor estima a ordem de grandeza do número de feijões contido no volume de um litro?
a) 10. b) 102. c) 103. d) 104. e) 105.
10. (UEL-PR) A ordem de grandeza do número de grãos de arroz que preenchem um recipiente de 5 litros é de:a) 103. b) 106. c) 108. d) 109. e) 1010.
11. (Cesgranrio-RJ) O fumo é comprovadamente um vício prejudicial à saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, um fumante médio, ou seja, aquele que consome cerca de 10 cigarros por dia, ao chegar à meia-idade terá problemas cardiovasculares. A ordem de grandeza do número de cigarros consumidos por este fumante durante 30 anos é de:
a) 102. b) 103. c) 104. d) 105. e) 106.
12. (UF Viçosa-MG) Considere o volume de uma gota como 5,0.10-2 ml. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de água é:
a) 103. b) 105. c) 102. d) 104. e) 106.
13. (UFPE-PE) O fluxo total de sangue na grande circulação, também chamado de débito cardíaco, faz com que o coração de um homem adulto seja responsável pelo bombeamento, em média, de 20 litros por minuto. Qual a ordem de grandeza do volume de sangue, em litros, bombeado pelo coração em uma dia?a) 102. b) 103. c) 104. d) 105. e) 106.
14. (UERJ) O acelerador de íons pesados relativísticos de Brookhaven (Estados Unidos) foi inaugurado com a colisão entre dois núcleos de ouro, liberando uma energia de 10 trilhões de elétrons-volt. Os cientistas esperam, em breve, elevar a energia a 40 trilhões de elétrons-volt, para simular as condições do Universo durante os primeiros microssegundos após o Big Bang. (Ciência Hoje, setembro de 2000)Sabendo que 1 elétron-volt é igual a 1,6.10-19 joules, a ordem de grandeza da energia, em joules, que se espera atingir em breve, com o acelerador de Brookhaven, é:
a) 10-8. b) 10-7. c) 10-6. d) 10-5.
15. (UFRRJ-RJ) O censo populacional realizado em 1970 constatou que a população do Brasil era de 90 milhões de habitantes. Hoje, o censo estima uma população de 150 milhões de habitantes. A ordem de grandeza que melhor expressa o aumento populacional é:
a) 106. b) 107. c) 108. d) 109. e) 1010.
16. (UFF-RJ) Os produtos químicos que liberam clorofluorcarbonos para a atmosfera têm sido considerados pelos ambientalistas como um dos causadores da destruição do ozônio na estratosfera.
A cada primavera aparece no hemisfério sul, particularmente na Antártida, uma região de baixa camada de ozônio ("buraco"). No ano 2000, a área dessa região equivalia a, aproximadamente, 5% da superfície de nosso planeta.
A ordem de grandeza que estima, em km2, a área mencionada é:Dado: raio da Terra = 6,5.103 km.
a) 103. b) 104. c) 107. d) 109. e) 1012.
Historia
Com ACM, morre o coronelismo?
Resumo: Com a morte de Antonio Carlos Magalhães, que já foi chamado de tudo,de Toninho Malvadeza a Condestável da Nova República, desaparece um dos mais expressivos herdeiros do estilo coronelista de exercer o poder.
Flávio Aguiar
Antonio Carlos Magalhães não era um coronel tradicional. Seu poder não vinha, originalmente, da posse da terra. Era ligado a impérios da comunicação e aos centros urbanos. Mas tinha o estilo dos velhoscoronéis, talvez mais do que ninguém. Sua morte, aos 79 anos, é mais um sinal dos tempos, de que pelo menos na política institucional este estilo vem definhando, substituído por outros tipos de conluio e dominação.
O coronelismo possuía duas características fundamentais: o mandonismo (que podia ou não se aliar ao carisma) pessoal e a agregação tribal. Antonio Carlos Magalhães praticava as duas, e tinha carisma pessoal na Bahia, sem dúvida. Foi partícipe de uma tragédia política e familiar: a morte do filho Luís Eduardo Magalhães, na casa dos quarenta, que era para ser o grande sucessor "moderno" do patriarca. O deputado federal ACM Neto e o filho do velho senador,
que o substituirá na tribuna, ainda não estão à altura de serem considerados de fato "sucessores" de ACM, embora sejam seus herdeiros políticos mais próximos.
O poder dos coronéis, que começou a medrar no Brasil graças à herança colonial e à formação da Guarda Nacional no Império, afirmou-se por completo com a Proclamação da República. Foi estilo político dominante até 1930, quando Vargas, centralizador em todos os seus estilos de governo, tanto o autoritário quanto o popular, fez seu alcance e poder declinar graças à ampliação (antes do Estado Novo) do poder de voto das massas urbanas (inclusive as mulheres)
e sua política de industrialização.
O golpe de 1964 criou uma esdrúxula, mas compreensível, aliança política que fez remanescer, transformado, o estilo coronel de fazer política. Os golpistas, tanto os militares quanto os modernos empresários e tecnocratas dos centros urbanos do país, aliaram-se aos remanescentes do coronelismo nordestino. E num primeiro momento foram unanimemente apoiados pela imprensa de espírito oligarca. Assim, se a classe dos velhos coronéis já era quase parte da
história pregressa, seu estilo sobreviveu nos centros urbanos que impulsionaram a modernização conservadora e excludente inclusive do próprio setor rural, durante o regime de 1964 e a Nova República posterior.
Isso ajuda a entender a extensão do poder do senador agora falecido, que chegou a criar o "carlismo", a palavra e o agrupamento (tribo) hegemônicos na Bahia até as eleições recentes para prefeito e governador. A eleição surpreendente de Jaques Wagner, do PT baiano, ainda no primeiro turno, para o governo estadual, consolidou a impressão de que o carlismo encontrara seu waterloo.
Entretanto, ainda está pra se ver se de fato o coronelismo está morrendo no Brasil, ou está se transformando num novo estilo tribal, desenvolvendo aquilo que os especialistas vêem como uma forma limite do coronelismo, que era o "colegiado". Hoje a política conservadora (mas também à esquerda, com freqüência) se faz em torno de colegiados que se agregam em torno de uma grife eleitoral.
Por sua vez, a mídia oligárquica se organiza em torno de colegiados de grifes jornalísticas que desatam em quase uníssono campanhas antiesquerda e antipovo na política. Como quase tudo no Brasil, o coronelismo não morre, mas se transforma.
Literatura (uma das questões da minha prova)
(Gregor Mendel /08) Os textos a seguir referem-se à próxima questão
Tercetos
Noite ainda, quando ela me pedia Entre dois beijos que me fosse embora, Eu, com os olhos em lágrimas, dizia: "Espera ao menos que desponte a aurora!Tua alcova é cheirosa como um ninho... E olha que escuridão há lá fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho, Casando a treva e o frio de meu peito!Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? é o vento! é um temporal desfeito! Não me arrojes à chuva e à tempestade! Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade... Espera! até que o dia resplandeça, Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça Repousar, como há pouco repousava... Espera um pouco! deixa que amanheça!"
— E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Em BILAC, Olavo. Alma inquieta: poesias. 13. ed. São Paulo: Francisco Alves, 1928, p. 171-172.
Ela disse-me assim
Ela disse-me assim Tenha pena de mim, vá embora!Vais me prejudicarEle pode chegar, está na hora!
E eu não tinha motivo nenhumPara me recusar, Mas aos beijos caí em seus braços E pedi pra ficar.
Sabe o que se passouEle nos encontrou, e agora? Ela sofre somente porque Foi fazer o que eu quis.
E o remorso está me torturandoPor ter feito a loucura que fiz.Por um simples prazer, fui fazer Meu amor infeliz.
Lupicínio Rodrigues. Samba-canção gravado por José Bispo dos Santos, o Jamelão. Continental, 1959.
Separados pela distância do tempo, o texto do compositor Lupicínio Rodrigues (1914-1974) mantém relações de semelhança e de dessemelhança com o poema de Olavo Bilac (1865-1918). Releia-os com atenção e, a seguir:
a) Responda em que sentido o samba-canção de Lupicínio poderia representar uma continuidade ou mobilização do tema enfocado pelo poeta parnasiano.
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b) Do ponto de vista formal da versificação, aponte pelo menos um procedimento de Lupicínio que o distancia do poema de Bilac.
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Água dura?
Verificar a propriedade de alguns sais insolúveis em provocar dureza na água, dificultando a ação de detergentes e sabões e a formação de espuma.
Material necessário
• amostra de cloreto de sódio • amostra de cloreto de cálcio • amostra de cloreto de magnésio • amostra de nitrato de potássio • amostra de sulfato de sódio • amostra de sulfato de ferro (II) • amostra de sulfato de magnésio • água destilada • solução de sabão ou sabonete, feita com 10 g de sabão comum, de coco ou sabonete, em 1 litro de água destilada • tubos de ensaio de 10 × 16 mm
Procedimento
1) Colocar em cada um dos tubos de ensaio cerca de 2 ml de água destilada.
2) Numerar os tubos de 1 a 7.
3) Adicionar a cada um deles, separadamente:
• Tubo 1: 20 mg de cloreto de sódio • Tubo 2: 20 mg de cloreto de magnésio• Tubo 3: 20 mg de nitrato de potássio• Tubo 4: 20 mg de sulfato de sódio • Tubo 5: 20 mg de sulfato de ferro (II) • Tubo 6: 20 mg de sulfato de magnésio• Tubo 7: 20 mg de cloreto de cálcio 4) Agitar cada tubo até dissolver bem as amostras de cada tubo.
5) Adicionar a cada tubo o mesmo volume da solução de água com sabão. Agitar bem.
6) Verificar se há ou não formação permanente de espuma.
7) Determinar quais sais e íons são responsáveis pela não-formação de espuma.
A água é conhecida como solvente universal por dissolver com facilidade muitos compostos, inorgânicos e orgânicos.
A água natural, que chega em nossas torneiras, é uma solução composta de pequenas quantidades de diversos minerais, dissolvidos durante a sua passagem pelo solo. Essas substâncias, geralmente sais, não são prejudiciais aos usos domésticos da água.
Certos sais, no entanto, quando dissolvidos à água, evitam a formação de espuma ao se adicionar o sabão. Essa água é chamada “água dura”, e “dureza”, a sua característica de não formar espuma (não dissolver o sabão) isto é, não servir adequadamente para a limpeza.
Neste experimento, pode-se identificar alguns sais que provocam dureza na água.
Ivete Sangalo é a grande vencedora da 6ª edição do Prêmio Tim

A 6ª edição do Prêmio Tim de Música consagrou a baiana Ivete Sangalo, premiada como melhor cantora nas categorias Regional e Voto Popular, a mais importante da cerimônia, na noite desta quarta-feira (28), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre os cantores, o eleito pelo público foi Vitor Ramil, que surpreendeu o público ao desbancar nomes como Lulu Santos e Caetano Veloso. Ivete Sangalo ainda marcou um dos pontos altos da noite, quando dividiu o palco com o pernambucano Dominguinhos em um dueto do hit regional “Tô com saudade”.
Portadora de paralisia cerebral vira advogada em São Paulo

Flávia escolheu fazer o curso de direito por influência do pai, Eliezer Gomes da Silva, que é advogado e também porque queria defender seus direitos como portadora de deficiência. “Queria brigar pelo direito das pessoas portadoras de necessidades especiais que são tolhidas pela sociedade”, disse ela, por intermédio de seu pai, que ajudou na entrevista ao G1, por telefone. A advogada afirmou também que ficou feliz ao saber que havia passado no exame, mas já esperava o resultado por ter estudado bastante. Ela cursou faculdade na Universidade do Vale do Paraíba (Univap) entre 2001 e 2005 e conseguiu concluir o curso no tempo normal.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Drogas
1) Ao percorrermos a história da civilização, encontramos a presença de drogas desde os primórdios da humanidade,inseridas nos mais diversos contextos: social, econômico, medicinal, religioso, ritual, cultural, psicológico, estético,climatológico e mesmo militar. O consumo de drogas deve, portanto, ser considerado como fenômeno especificamente humano, isto é, um fenômeno cultural, onde a sociedade recorre ao seu uso para finalidades diferentes, em conformidade com o campo de atividades no qual se insere. Em relação à visão histórica e
antropológica do uso de drogas, julgue as afirmativas a seguir:
0 ( ) Podemos distinguir três funções gerais, atribuídas alternativa ou simultaneamente à ingestão de drogas, em contextos sociais que variam segundo a organização e as crenças de uma determinada sociedade: 1- superar a angústia existencial, 2- entrar em contato com o sobrenatural, 3- obter prazer.
1 ( ) O uso de maconha por um adolescente do Rio de Janeiro ou Brasília não se distingue do uso de “ganja” por um adolescente da classe operária da Jamaica; ambos fumam por curiosidade, para incrementar o prazer sexual, para fazer descobertas psicodélicas ou para fugir das normas impostas pelos adultos.
2 ( ) Se a cocaína é obtida a partir da coca, as intervenções repressivas devem atingir a todos que possuem plantações de coca, inclusive as populações andinas.
3 ( ) A droga utilizada pelo movimento hippie da década de 60 participava como um elemento desintegrador e destrutivo, levando os utilitários à marginalização e à loucura, o que determinou o fim do movimento.
4 ( ) O uso abusivo de drogas resultou de evoluções características das sociedades modernas, desde o início da industrialização, que provocou choques culturais, com consequente abandono de valores tradicionais sem se encontar valores novos com potencial de integração cultural. Proliferou como uma solução, um consolo ou um meio de tolerar os estados de frustração, miséria ou desânimo.
www.biologo.com.br
terça-feira, 27 de maio de 2008
Atualidades:
Por Karla Bernardo Montenegro
Leigos e especialistas de todas as áreas concordam que a ciência está a serviço da população, principalmente quando se trata de pesquisas para a descoberta da cura de doenças que afetam milhares de pessoas. É consenso que as promissoras pesquisas envolvendo células-tronco são importantes e devem continuar, porém , quando se discute a origem, de onde as células-tronco serão retiradas, não só o consenso, mas a autonomia dos cientistas desaparece e as pesquisas não avançam.
A discussão se situa na utilização de embriões congelados - a maioria armazenados em clínicas de Reprodução Assistida- ou na utilização da técnica de Clonagem Terapêutica, onde é necessário a utilização de óvulos doados para a pesquisa. A terceira possibilidade é a utilização de células-tronco adultas, extraídas do corpo do próprio paciente. Esta seria a solução ideal eticamente falando, porém, tecnicamente, é a solução de mais baixo aproveitamento, já que estes tipos de célula não são capazes de se diferenciar em todos os tipos de tecido, como ocorre com as células-tronco embrionárias.
Dois grupos distintos se formaram: os que apóiam e os que condenam a utilização de embriões ou a clonagem terapêutica. No Brasil, para sensibilizar a opinião pública cientistas liderados pela bióloga Mayana Zats,da USP fizeram um abaixo-assinado para pedir a liberação da pesquisa com o uso de células-tronco embrionárias, iniciativa prontamente combatida pelo professor Dalton Ramos também da USP e a professora Alice Teixeira, da PUC/SP que lançaram um Manifesto contra a destruição de embriões.
No centro desta polêmica está o Projeto de Lei de Biossegurança, que para o espanto de alguns especialistas além de tratar da política de Biossegurança envolvendo Organismos Geneticamente Modificados(OGMs) possui um artigo sobre pesquisas com células-tronco embrionárias e clonagem terapêutica. O texto do Projeto de Lei original restringia as pesquisas com células-tronco. Na primeira intervenção o deputado Aldo Rabelo retirou a restrição, liberando as pesquisas. A bancada religiosa na Câmara realizou uma forte pressão e conseguiu devolver ao texto o caráter restritivo às pesquisas. Atualmente o Projeto de Lei que tramita no Senado traz modificações e acolhe a emenda do senador Tasso Jereissati que permite a pesquisa com células-tronco embrionárias. Apesar do texto já ter passado pela Câmara dos Deputados, o seu teor ainda está longe de ser aprovado. Vários parlamentares têm apresentado propostas de emenda .A proposta do senador Tião Viana, por exemplo, é elaborar um texto que permita que a pesquisa utilizando células-tronco embrionárias seja feita somente com os cerca de 20 mil embriões que se estima estar congelados no Brasil.



